Olá, Achei esse artigo do Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade, é sobre Avanços Tecnológicos na Educação Especial. Fiz um resumo pois ele era muito extenso mas vocês podem achá-lo na seguinte página do web : http://www.defnet.org.br/Avancos_tec.htm
Usando Tecnologias para a transposição dos limites
"Meu amigo, Ronaldo Correa Jr., de Recife, autor e autodidata do site Dedos dos Pés, já afirmou: "a Internet é o único espaço em que a minha normalidade é evidente. Lá eu posso ser eu mesmo, independentemente do que meu corpo é capaz de fazer. Ter acesso ao mundo todo pela tela do computador melhorou muitíssimo minha qualidade de vida...". Este homem com Paralisia Cerebral, quadriplegia com espasticidade, se comunica com todos dentro da Internet, digitando com os dedos dos pés, e vem "estudando" diversas matérias, como Economia, tornando-se um dos mais respeitados webmasters com deficiência. Ronaldo não pode concluir o chamado segundo grau, não viram nele, um deficiente físico "grave", sem sua prancha de comunicação de madeira, com o alfabeto escrito como no filme GABY (Um História Verdadeira), que lhe inspirou usar os pés para esta forma alternativa de conexão e linguagem não-verbal, as possibilidades mas sim as suas limitações físicas. Conheça-o acessando seu site em: www.truenet.com.br/ronaldo . Muitos ainda são os deficientes, como Ronaldo, que espalhados pelo Brasil estão ou foram excluídos da escola (segundo dados publicados na Folha de São Paulo, 1998, seriam mais de 6 milhões de brasileiros e brasileiras), pelo simples fato de que o processo educacional especial ainda engatinha no uso de recursos tecnológicos, do mais simples (como as pranchas de comunicação) aos mais sofisticados (sintetizadores de fala) para estes cidadãos também possam participar do direito à Educação. Nesta perspectiva os educadores, mais ainda os que estão na Educação Especial, vistos aí como multiplicadores, necessitam de um processo de capacitação e formação no uso e difusão destes recursos, com a consciência de que estes educandos com necessidades especiais precisam de um atendimento multiprofissional, que vai dos engenheiros, analistas de sistemas, educadores, fonoaudiólogos, neurocientistas, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, neurologistas, neuropsicólogos, fisiatras e biomecânicos até os familiares da pessoa com deficiência. Lembrando sempre que nem sempre os aparatos mais sofisticados serão a melhor e mais eficiente solução de quaisquer deficiências, mas que seu uso cientificamente avaliado e discutido, coletivamente, poderá modificar a história de vida de um ser humano.
No movimento de mudanças, principalmente nas políticas públicas e nas legislações (como a LDB), imprimindo um novo caminho para a Educação Especial, embora ainda com poucas experiências no campo inclusivo, há um processo lento, porém persistente, de introdução de novas tecnologias nas escolas. Assim como a palavra tecnologia e seu exaustivo uso em todas as mídias, assistimos também uma hiperutilização da palavra INCLUSÃO. Temos uma inevitável e atual mudança de paradigmas, com resistências na mudança de mentalidades, tarefa a ser realizada com participação de todos os segmentos chamados de minorias neste País.
Sabemos que uma ampla utilização de novas tecnologias poderá facilitar o processo de inclusão de crianças e jovens com deficiência, principalmente aqueles considerados mais "difíceis", os deficientes múltiplos, autistas, surdos e com enfermidades graves. Para tanto faz se necessária a demolição e transposição de algumas barreiras e processos invisíveis que favorecem a ignorância, o preconceito, a segregação e o isolamento destes deficientes. Todos sabemos que estes deficientes têm direito à Educação, para além de discursos oficiais ou institucionais, mas ainda de uma educação que respeite as suas singularidades e particularidades.
Para que tenhamos uma possível inclusão de crianças consideradas "casos difíceis", além de um experiente aprimoramento da capacitação dos professores e das escolas, poderíamos iniciar a difusão de recursos tecnológicos que os profissionais da educação e todo pessoal implicado nesta busca da educação com qualidade podem utilizar. Mencionarei apenas alguns dos mais importantes:
-Computadores (conectados à Internet)
-Sintetizadores de Fala
-Impressoras Braille
-Teclados ampliados e adaptados (com colméias/ protetor de teclado)
-Mouses adaptados ou modificados
-Sinalizadores de tela
-Dicionários de sinais e LIBRAS
-Aplicativos (editores de desenho e de texto ou desenho)
-Telas sensíveis ao toque
-Comutadores ou Switch (ou botões sensíveis ao toque)
-Apontadores de cabeça (capacetes com ponteiros para tela)
-Softwares de comunicação
-LM Brain e IMAGO ANA VOX (programas de auxílio à comunicação de pessoas com deficiência motora grave, criados na UNICAMP e USP)
-DOSVOX (Programa na UFRJ desenvolvido para leitura e edição de textos)
-Virtual Vision (leitor de telas para deficientes visuais)
-Via Voice (programa da IBM que permite controlar e acessar o computador com a voz)

Nenhum comentário:
Postar um comentário